24/11/2017

IPARDES divulga nova edição dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável por Bacias Hidrográficas do Estado do Paraná 2017


Nesta edição da publicação Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS), os dados foram atualizados respeitando a metodologia dos trabalhos anteriores, permitindo assim a comparação com as edições de 2007, 2010 e 2013. A concepção norteadora da publicação sustenta-se em um conjunto de indicadores sobre temáticas relacionadas à sustentabilidade ambiental com fácil visualização, expressos de forma sintética por meio de mapas e gráficos.

A metodologia deste estudo está baseada no sistema de indicadores de desenvolvimento sustentável proposto pela Comissão de Desenvolvimento Sustentável (CSD), da Organização das Nações Unidas (ONU), e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que adota a estruturação dos indicadores nas dimensões ambiental, social, econômica e de gestão ambiental.

Como novidade, esta publicação apresenta quadros de análise integrada para os principais indicadores, possibilitando uma criteriosa avaliação da situação atual do desenvolvimento sustentável no Paraná, bem como o acompanhamento da evolução destes indicadores nos últimos dez anos.

Entre os indicadores analisados, destaca-se o percentual de cobertura vegetal nativa, que mostra a situação atual e a evolução temporal ao longo de décadas da área de cobertura vegetal dos diversos biomas do Paraná. Dos quatro grandes tipos de cobertura vegetal existentes no Estado, os Campos Naturais e a Floresta de Araucária são os biomas que requerem maior atenção com respeito à sua preservação. As bacias com os menores percentuais de cobertura vegetal nativa, que apresentam menos de 6% de área com cobertura, são também aquelas que possuem o pior desempenho com relação à proteção destas áreas naturais.

Por outro lado, o indicador do uso da terra no Paraná aponta para um aumento das áreas de lavoura, destacadamente, nas culturas de soja, milho e trigo. De modo geral, as bacias hidrográficas com intenso uso agrícola são aquelas que possuem os solos mais aptos à agricultura tecnificada. A soja confirma a posição de cultura dominante em quase todas as bacias hidrográficas, com exceção do Litoral, Ribeira, Paraná 2, Paraná 1, Paranapanema 4.

O mapeamento da aplicação de agrotóxicos nas lavouras apontou um aumento em relação ao montante aplicado em 2013. O indicador revela ainda que o maior consumo de agrotóxicos ocorreu nas bacias hidrográficas onde a atividade agrícola dominante é plantio de soja, trigo e milho, sendo os herbicidas a classe mais aplicada nas lavouras.

Os indicadores de gestão ambiental sinalizam que a política de incentivo à conservação ambiental por meio do ICMS ecológico tem se mostrado positiva, com 241 municípios do Estado recebendo ICMS ecológico. Vale lembrar que em alguns municípios a participação do ICMS ecológico na receita local é significativa, promovendo assim a compensação financeira para os municípios por seus esforços na conservação dos mananciais e florestas.

São apresentados também indicadores de gestão dos resíduos sólidos para todos os municípios do Estado, que apontam o decréscimo considerável de municípios que ainda usam de locais inapropriados, tais com lixão, para destinação e tratamento dos resíduos sólidos.

Com relação à qualidade das águas de rios e reservatórios, o estudo mostra indicadores de qualidade, em situação crítica, particularmente nos grandes aglomerados urbanos e que ensejam permanente cuidado, como nas regiões metropolitanas de Curitiba e Londrina, principalmente nas áreas próximas a mananciais.

Os indicadores de saúde mostram a tendência de aumento da taxa média estadual das internações hospitalares por neoplasia maligna de mama, próstata e por leucemia. O aumento da taxa média destas internações também é observado em todas as outras regiões brasileiras.

As dimensões econômica e social trazem indicadores que apresentam a evolução recente do Produto Interno Bruto, produção agropecuária, mercado de trabalho e dinâmica populacional, além do desempenho municipal em indicadores de saúde e educação segundo municípios e bacias hidrográficas.

A publicação completa pode ser acessada em: clique aqui