08/01/2018

COM VARIAÇÃO DE 0,75% EM DEZEMBRO, IPC APRESENTA MENOR TAXA ANUAL DESDE 2009


O Índice de Preços ao Consumidor do Município de Curitiba (IPC) registrou, em dezembro de 2017, avanço de 0,75%, valor que superou o resultado de 0,25%, ocorrido em novembro, e de -0,22%, em dezembro de 2016. A ascensão dos preços no período atual decorreu das altas de 1,17% em Transporte, 1,49% em Saúde e Cuidados Pessoais, 1,46% em Despesas Pessoais e 0,71% em Alimentos e Bebidas.

A participação do grupo Transporte na apuração do índice geral correspondeu a 0,3460 ponto percentual. Influíram sobre esse comportamento os avanços de 3,43% em gasolina comum, 1,02% em automóvel usado nacional, 2,49% em motocicleta zero km, 5,72% em álcool combustível e 0,48% em automóvel nacional zero km. Como contraponto houve decréscimo de -7,11% em passagem aérea e -1,01% em automóvel importado zero km.

Em Saúde e Cuidados Pessoais destacaram-se, por um lado, os acréscimos de 11,05% em perfume e 2,31% em vitaminas e, por outro, as quedas de -1,10% em creme de pele e bronzeador e de -3,06% em xampu, condicionador e outros produtos para cabelo.

A principal influência sobre o grupo Despesas Pessoais foi de pacotes turísticos nacionais, com variação de 10,41%. Já em Alimentos e Bebidas ocorreram reajustes de 1,80% em almoço e jantar fora de casa, 5,91% em costela bovina e 14,07% em banana-caturra. Inversamente, as retrações ficaram por conta de refrigerante de cola (-4,34%), tomate (-6,41%) e refrigerante de guaraná (-8,25%).

A queda no grupo Habitação está relacionada à variação de -4,07% da tarifa de energia elétrica residencial devido à alteração da bandeira tarifária vermelha do patamar 2, em novembro, para bandeira vermelha patamar 1, em dezembro. O destaque com alta foi taxa de condomínio, com acréscimo de 1,63%.

Em 2017 IPC foi de 3,93%

O resultado do IPC acumulado durante o ano de 2017 (3,93%) foi o menor da série histórica desde 2009 (3,88%). O principal responsável por este resultado foi o grupo Alimentos e Bebidas, que, beneficiado por uma safra agrícola recorde, fechou o período com taxa de -1,51%. No outro extremo, as maiores pressões com alta, considerando as respectivas ponderações, vieram dos grupos Transporte (7,12%), sustentada pela alteração na política de preços dos combustíveis, e Saúde e Cuidados Pessoais (8,35%), amparada nos reajustes de planos de saúde e medicamentos.



Dentre os produtos e serviços que compõem o IPC, as influências preponderantes no ano anterior foram gasolina comum (12,14%), automóvel nacional usado (4,27%), tarifa de ônibus urbano (19,46%), automóvel nacional zero km (6,41%), plano de saúde (13,27%), energia elétrica residencial (6,32%), seguro voluntário de veículo (43,17%), almoço e jantar fora de casa (5,51%), aluguel residencial (3,70%) e vitaminas (16,13%).

Já os itens que retiveram o avanço do índice foram o feijão-preto (-41,96%), IPVA (-7,10%), laranja-pêra (-28,37%), arroz (-15,14%), banana-caturra (-40,53%), açúcar refinado (-24,30%), agasalho masculino (-13,58%), maçã (-26,19%), creme de pele e bronzeador (-4,38%), microcomputador e notebook (-4,82%) e farinha de trigo (-17,23%).